Noticias


Delegação potiguar no 17º CBPE

publicado a la‎(s)‎ 30 jun. 2017 20:23 por APELE-RN ‎(Administração)‎

A APELE-RN tem a satisfação de confirmar e divulgar que o IFRN e a UFRN levarão uma delegação de quase sessenta licenciandos/as e professores/as de Espanhol ao 17º Congresso Brasileiro de Professores de Espanhol, que será celebrado no Campus Guamá da UFPA, em Belém, de 4 a 7 de julho.
Convém ressaltar que esse é o primeiro evento nacional na área dos estudos hispânicos após a promulgação da Lei 13.415/2017, de conversão da Medida Provisória 746/2016, que revogou a Lei 11.161/2005, a nossa Lei do Espanhol, no âmbito do chamado novo Ensino Médio. Isso confere uma relevância especial a essa representação do nosso estado no evento, apesar das quarenta horas de estrada entre Natal e a capital paraense.
À volta da viagem, no dia 11, a APELE-RN será recebida em audiência pela Secretária de Estado da Educação e da Cultura, Profª Cláudia Santa Rosa. Na ocasião, tratará, dentre outras pautas que interessam aos/às professores/as de Espanhol, de convênio com o Escritório de Educação da Embaixada Espanhola em Brasília para ofertar curso de atualização na UERN de Mossoró em outubro ou novembro.
Apesar de sobrarem motivos para desânimos em nossos estudos e profissão, especialmente desde o fim do ano passado, ações como essas demonstram que a persistência com base na união é o melhor caminho para seguirmos fazendo o que escolhemos fazer para ganhar o pão de cada dia: aprender e ensinar a língua espanhola.

Primeira Circular do I EPPE

publicado a la‎(s)‎ 11 feb. 2017 7:41 por APELE-RN ‎(Administração)‎

A Associação de Professores e Estudantes de Língua Espanhola do Rio Grande do Norte (APELE-RN), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, o Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) e o Grupo de Pesquisa em Estudos Hispânicos têm o prazer de anunciar o I Encontro Potiguar de Professores de Espanhol (I EPPE). O evento será realizado no período de 26 a 28 de abril de 2017, na sede da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na cidade Currais Novos/RN e traz como tema Los desafíos para los profesores de español en el contexto brasileño tras la revocación de la Ley 11.161.
O evento além de ser um espaço de debate de questões voltadas para as pesquisas no âmbito da língua espanhola, das literaturas de língua espanhola e do ensino de língua espanhola, busca ser um fórum de discussão sobre o futuro do ensino de espanhol em contexto brasileiro após ser revogada a chamada “Lei do Espanhol”.
Para ler a Primeira Circular na íntegra, basta acessar o endereço http://eppe2017.blogspot.com.br/p/circulares.html.

Nota de pesar

publicado a la‎(s)‎ 17 ene. 2017 17:01 por APELE-RN ‎(Administração)‎

É com pesar que comunicamos o falecimento da Profª Gleba Coelli Luna da Silveira, sócia da APELE-RN e aluna concludente da licenciatura em Letras - Espanhol do IFRN/EaD.
Amanhã às 09h será celebrada missa de corpo presente no Centro de Velório Morada da Paz, em Natal. O sepultamento ocorrerá às 11h, no cemitério homônimo, em Emaús, Parnamirim.
O Colégio Diretor da APELE-RN solidariza-se com a família, amigos(as), alunos(as) e ex-alunos(as) de Gleba neste momento de perda e dor.

Carta aberta à sociedade potiguar

publicado a la‎(s)‎ 11 nov. 2016 14:17 por APELE-RN ‎(Administração)‎

Conforme deliberado nas assembleias gerais extraordinárias dos dias 28 de setembro e 6 de outubro, e após as reuniões dos dias 13, 14 e 17 de outubro, a APELE-RN vem publicar carta aberta à sociedade potiguar, na qual expomos nossas razões em face da MP nº 746/2016, na certeza de que os(as) cidadãos(ãs) residentes no Rio Grande do Norte, após leitura, compreenderão a causa dos(as) professores(as) de língua espanhola na atual conjuntura.
Em anexo, digitalização da carta assinada por nossos(as) sócios(as). Segue o texto:

CARTA ABERTA À SOCIEDADE POTIGUAR

 Natal, 6 de outubro de 2016.

 A oferta obrigatória do ensino da língua espanhola, disposta pela Lei nº 11.161/2005, é uma conquista da sociedade brasileira, que tem por princípio constitucional buscar “a integração econômica, política, social e cultural da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações” (Art. 4º).

Na verdade, essa conquista fica ainda mais patente quando se observa o próprio percurso do espanhol no sistema educacional brasileiro. Assim, após o período de 1942 a 1961, correspondente à vigência da Lei Orgânica do Ensino Secundário (Decreto-Lei nº 4.244, de 9 de abril de 1942), durante o qual se ensinava o espanhol tanto no Curso Clássico (dois anos) como no Curso Científico (um ano) do Ginásio, seguiram-se dezoito projetos de lei na Câmara dos Deputados e sete no Senado Federal com o fim de incluir essa língua no currículo da Educação Básica, até que o de nº 3.987, apresentado pelo deputado piauiense Átila Lira em 15 de dezembro de 2000, foi aprovado na forma da citada Lei nº 11.161, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 5 de agosto de 2005, a qual se acha revogada desde o dia 22 de setembro pela Medida Provisória nº 746.

Com efeito, é inconcebível que sob uma constituição democrática, uma lei que estabelece as diretrizes e bases (LDB) da educação nacional, portanto de um alcance vastíssimo e de uma relevância incalculável, seja alterada por uma medida provisória, um instrumento indubitavelmente legal em nosso regime jurídico, mas que deve servir, inquestionavelmente, a resoluções de outras naturezas. É pacífico que a Educação Básica, especialmente o Ensino Médio, necessita de melhoramentos, que não podem ser obtidos senão por mudanças dos aspectos pouco satisfatórios ou insatisfatórios tanto de sua estrutura como de seu funcionamento. Contudo, é inaceitável levar qualquer mudança a cabo sem amplo debate e sem o consenso da maioria dos(as) envolvidos(as): docentes e demais profissionais da educação, estudantes, pais, mães e demais responsáveis, e as entidades representativas de cada segmento. Afinal, o debate e o consenso são imprescindíveis para haver democracia, tal como desenhada pelos gregos na Antiguidade e tal qual é entendida nos dias de hoje.

No que tange o ensino de línguas estrangeiras, a LDB de 1996 (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro) tem o mérito de chegar a um compromisso entre o fomento de uma educação plurilíngue e o respeito à constituição federativa de nossa república: inclui-se o estudo obrigatório de uma língua estrangeira a partir do sexto ano do Ensino Fundamental e fica delegada à instituição a oferta de uma segunda língua estrangeira, de matrícula optativa para o(a) aluno(a) (Art. 36 antes da MP nº 746/2016). Infelizmente, esse compromisso acabou sendo traduzido pelos sistemas de ensino como restrito cumprimento do que é obrigatório, o que se concretizava no estudo único do inglês. Nessa conjuntura, maior virtude tem a própria Lei nº 11.161/2005, que sem contrariar o disposto na LDB, acabou por dar o passo real rumo à educação plurilíngue por meio da seguinte fórmula: a instituição escolhe qual é a língua estrangeira obrigatória e qual é a optativa, porém uma dessas deve ser o espanhol. Na prática, os sistemas foram impelidos a oferecer o ensino do espanhol ao lado do inglês, o que tem sido bem recebido pelos(as) estudantes brasileiros(as), como demonstra o fato de que a maioria tem escolhido a prova de Espanhol no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), como atestam os microdados publicados pelo INEP.

Assim, quando a MP nº 746/2016 revoga essa lei (Art. 13), mas põe o espanhol como opção preferencial caso o sistema de ensino possua a disponibilidade de ofertá-lo, parece caminhar no mesmo sentido da redação anterior da LDB sobre a matéria, mas na verdade a subverte profundamente, pois não só retrocede o estudo de línguas estrangeiras no Ensino Médio ao estritamente obrigatório antes da citada lei, mas também assenta isso por escrito: a língua estrangeira obrigatória não pode ser outra, mas deve ser o inglês, e a língua estrangeira optativa deixa de ser obrigação para o sistema de ensino.

Efetivamente, é à redação anterior da LDB que se deve o amadurecimento da compreensão sobre a disciplina de Língua Estrangeira Moderna, ao longo das publicações dos Parâmetros e das Orientações Curriculares Nacionais (PCN e OCN): o ensino e a aprendizagem de línguas, entendidas como meio de interação de uma comunidade e de expressão de suas crenças, valores e costumes, a serviço de uma formação cidadã (aprender a conhecer, fazer, viver e ser) para um mundo cada vez mais globalizado, com ênfase na interdisciplinaridade, dentro da escola, e, fora dela, na inclusão, o que as OCN específicas para a disciplina de Língua Espanhola desdobram com base no princípio constitucional da integração latino-americana: se o(a) cidadão(a) em formação tem de estudar uma língua estrangeira e tem o direito de acrescentar outra a sua formação, é razoável que uma seja o idioma da maioria de nossos vizinhos e com quem compartilhamos não só espaço, mas também história, cultura e anseios, ao que se somam a entrada de capital espanhol no país nos últimos anos e a expansão das culturas hispânicas em âmbito internacional, sobretudo por sua literatura, música, cinema e gastronomia. Afinal, convém lembrar que o espanhol está entre as línguas mais faladas do mundo.

Apesar dos defeitos da Lei nº 11.161/2005, apontados pelos(as) próprios(as) professores(as) de Espanhol durante este período de pouco mais de uma década (cujo primeiro quinquênio constituiu o prazo para seu cumprimento integral), não há dúvida de que está entre os marcos do ensino de línguas no Brasil, o qual caberia aperfeiçoar, nunca anular. Mesmo porque o disposto por essa lei não se opõe a qualquer reforma do Ensino Médio, posto que a obrigatoriedade não recai sobre a matrícula por parte do(a) estudante, mas sobre a oferta por parte do sistema de ensino. Não há ensino secundário por especializações sem fomento real do plurilinguismo.

No Rio Grande do Norte, as instituições de ensino superior têm empenhado exemplar esforço para dar ao poder público a condição indispensável para a inclusão do espanhol na Educação Básica: a disponibilidade de professores(as) devidamente licenciados(as). Antes da Lei nº 11.161/2005, havia apenas um curso de licenciatura em Letras com habilitação em Espanhol, em uma só instituição: no Campus Central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN); hoje, além desses, há mais cinco, nessa e em outras duas instituições: no Campus Avançado de Pau dos Ferros da UERN (2006), nos Campi Natal – Central (2006) e EaD (2011) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) e Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) (2009). Ao todo, já formaram 567 professores(as) de Espanhol e possuem 676 matrículas de outros(as) em formação. Este esforço contrapõe-se frontalmente ao disposto pela citada Medida Provisória, que além de fragilizar a presença da língua espanhola no Ensino Médio, desfere um duro ataque contra os cursos de licenciatura, ao se abrir brecha para a contratação de profissionais por “notório saber”.

Por todo o exposto, rejeitamos integralmente todas as alterações introduzidas pela MP nº 746/2016, especialmente a revogação da Lei nº 11.161/2016, e conclamamos toda a cidadania brasileira residente no estado do Rio Grande do Norte a pleitear junto a nossos(as) deputados(as) federais e senadores(as) a inteira reprovação de tal medida aquando de sua apreciação pelo Congresso Nacional.

Associação de Professores e Estudantes de Língua Espanhola do Rio Grande do Norte (APELE-RN)

Reuniões no interior do estado

publicado a la‎(s)‎ 11 oct. 2016 16:32 por APELE-RN ‎(Administração)‎

Uma das propostas da atual gestão da APELE-RN é a interiorização de nossa entidade, que sempre nos pareceu justa e necessária, dado o fato de que quatro dos seis cursos de formação de professores(as) de Espanhol no Rio Grande do Norte estão fora da Região Metropolitana de Natal: IFRN/EaD, UERN/Mossoró, UERN/Pau dos Ferros e UFRN/CERES, além dos(as) professores(as) da Rede Estadual.

Estamos vivendo um momento gravíssimo para o ensino do espanhol no Brasil, causado pela publicação da Medida Provisória n.º 746, no último dia 22, a qual revogou, dentre outros dispositivos daninhos, a Lei n.º 11.161/2005, que estabeleceu a oferta obrigatória do estudo dessa língua no Ensino Médio.

Este momento demanda mobilização por parte das entidades representativas de docentes e discentes, como a APELE-RN, e a máxima união de todos(as) os(as) interessados(as) na construção de uma pauta de luta democrática para resistir à dita MP e reverter seus danos.

Neste sentido, convidamos, os(as) professores(as) e estudantes de língua espanhola residentes nas mesorregiões do Oeste e Central Potiguar a participar de reuniões com a APELE-RN conforme as informações abaixo:

Cidade

Instituição

Local

Data e hora

Pau dos Ferros

UERN

Auditório do Mestrado em Letras

13/10/2016, às 08h30

Mossoró

UERN

Auditório da FASSO

14/10/2016, às 19h

Currais Novos

UFRN

Auditório do Bloco F

17/10/2016, às 20h30

Assembleia Geral de 06/10/2016

publicado a la‎(s)‎ 9 oct. 2016 14:10 por APELE-RN ‎(Administração)‎   [ actualizado el 9 oct. 2016 14:12 ]

Foi celebrada no último dia 6 Assembleia Geral extraordinária da APELE-RN no Sala I-16 do Setor II, no Campus da UFRN em Natal, para a análise da conjuntura em relação à MP nº 746/2016 e a aprovação de uma carta aberta à sociedade potiguar sobre a mesma.
A análise da conjuntura foi conduzida pelo Diretor Flavio Baistrocchi, que analisou o texto da MP, desdobrou possíveis consequências e elencou as mobilizações que têm ocorrido tanto no estado como fora. Vários(as) sócios(as) intervieram, no sentido de reforçar e complementar as colocações do Prof. Flavio.
A leitura da minuta da carta aberta foi feita pelo Diretor Miguel Linhares, que foi consultando a Assembleia a cada parágrafo. O texto foi aprovado com as sugestões de algumas questões a serem acrescentadas e alguns retoques de redação. Não obstante, decidiu-se que ficará aberto a contribuições até a terceira reunião da Associação no interior do estado, via e-mail.
De fato, essa carta será a principal arma da APELE-RN na luta democrática contra a MP 746. É ela que será apresentada às entidades estudantis, às outras associações de professores, aos sindicatos etc., na hora de chamar todos(as) a formar uma frente potiguar contra a MP.
Em breve, anexaremos a ata dessa assembleia.

Edital de convocação - 06/10/2016

publicado a la‎(s)‎ 3 oct. 2016 14:00 por APELE-RN ‎(Administração)‎

O Colégio Diretor da Associação de Professores e Estudantes de Língua Espanhola do Rio Grande do Norte (APELE-RN), no uso de suas atribuições estatutárias, convoca todos(as) os(as) sócios(as) e convida os(as) demais professores(as) e estudantes de língua espanhola no Rio Grande do Norte a uma Assembleia Geral extraordinária, no dia 6 de outubro de 2016, às 17h, no edifício do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), à Rua das Humanidades do Campus Universitário, bairro de Lagoa Nova desta Capital, para deliberar sobre a seguinte pauta:
  • análise de conjuntura;
  • carta aberta à sociedade potiguar sobre a MP nº 746/2016.

Assembleia Geral de 28/09/2016

publicado a la‎(s)‎ 29 sept. 2016 9:35 por APELE-RN ‎(Administração)‎

Foi celebrada ontem Assembleia Geral extraordinária da APELE-RN, no Miniauditório da DIAC, Campus Natal - Central do IFRN, para a prestação de contas das ações desenvolvidas pela gestão até o momento, deliberar algumas questões internas e debater sobre o assunto que tem inquietado toda a classe docente, estudantes e a sociedade civil em geral: a Medida Provisória nº 746/2016.
No que concerne às questões internas, aprovaram-se as mudanças do endereço postal da APELE-RN, que sai da Sala de Aula 11 do Bloco B (Sala B11) e passa à Sala da Coordenação da Licenciatura em Letras - Espanhol (DIAC/CLIESP), e da denominação do órgão gestor da APELE-RN, que deixa de ser Diretoria para Colégio Diretor. A primeira alteração evita que eventual correspondência a ser recebida pela associação venha perder-se, por a Sala B11 não ser uma sala administrativa, mas de aula. A segunda, reforça a percepção da gestão por um órgão colegiado.
No que diz respeito à MP 746, após as intervenções dos diretores e de sócios, foram acordados unanimemente os seguintes encaminhamentos para a agenda de luta:
  • convite às entidades representativas dos estudantes;
  • convite aos colegas professores de outras línguas estrangeiras e a suas entidades representativas, especialmente os de inglês;
  • convite aos colegas professores de outras disciplinas diretamente prejudicadas pela MP nº 746/2016 e a suas entidades representativas;
  • convite aos sindicatos de professores que atuam no Rio Grande do Norte;
  • convite à Secretaria da Educação e da Cultura (SEEC) do Rio Grande do Norte;
  • convite a diplomatas dos países hispânicos e ao Instituto Cervantes, na condição de ouvintes, para deliberar soberanamente os seus próprios posicionamentos;
  • interpelação dos deputados e senadores pelo Rio Grande do Norte, especialmente os membros das comissões de educação;
  • interpelação das instituições do MERCOSUL e da UNASUL.
Complementarmente, foram determinadas as seguintes ações:
  • reuniões da APELE-RN em Currais Novos, Mossoró e Pau dos Ferros;
  • redação de uma carta aberta à sociedade potiguar;
  • encontro com parlamentares.
Ficou, enfim, marcados a data, a hora e o local da próxima Assembleia Geral extraordinária: dia 6 de outubro, às 17h, na UFRN, Campus de Natal.

Edital de convocação - 28/09/2016

publicado a la‎(s)‎ 24 sept. 2016 18:32 por APELE-RN ‎(Administração)‎   [ actualizado el 24 sept. 2016 18:47 ]

A Diretoria da Associação de Professores e Estudantes de Língua Espanhola do Rio Grande (APELE-RN), no uso de suas atribuições estatutárias, convoca todos(as) os(as) sócios(as) e convida os(as) demais professores(as) e estudantes de língua espanhola no Rio Grande do Norte a uma Assembleia Geral extraordinária, no dia 28 de setembro de 2016, às 17h30, no Miniauditório da DIAC do Campus Natal – Central do IFRN, à Avenida Senador Salgado Filho, nº 1559, bairro do Tirol desta Capital, para deliberar sobre a seguinte pauta:

  • prestação de contas das ações da gestão até o momento;
  • endereço postal da APELE-RN;
  • denominação do órgão de gestão da APELE-RN;
  • Medida Provisória 746/2016.

Nota de repúdio à MP 746

publicado a la‎(s)‎ 24 sept. 2016 10:56 por APELE-RN ‎(Administração)‎

A Associação de Professores e Estudantes de Língua Espanhola do Rio Grande do Norte (APELE-RN), considerando que é uma de suas finalidades “acompanhar a proposição e execução de políticas públicas que envolvam, direta ou indiretamente, o estudo da língua espanhola, em consonância com os interesses profissionais do conjunto de seus membros”, conforme o Artigo 2º do Estatuto Social, vem, por meio desta, posicionar-se ante a Medida Provisória nº 746, de 22 de setembro de 2016.

Desde o Projeto de Lei nº 4.606/1958, por iniciativa do Presidente Juscelino Kubitschek, seguiram-se quase duas dezenas de outros projetos visando à valorização do estudo da língua espanhola no sistema educacional brasileiro, até que o PL nº 3.987/2000, do deputado piauiense Átila Lira, obteve sucesso, ao se converter na Lei nº 11.161, sancionada em 5 de agosto de 2005, a qual foi revogada anteontem pela Medida Provisória nº 746, publicada ontem no Diário Oficial da União.

Todos(as) os(as) professores(as) de espanhol conhecem bem as imperfeições da Lei nº 11.161/2005. Ao mesmo tempo, ela constitui, sem dúvida, um marco na história do ensino de línguas estrangeiras em nosso país: após décadas de muitas e diferentes tentativas, conseguiu-se aprovar uma lei que torna obrigatória a oferta do ensino da língua espanhola no Ensino Médio, facultativa no Fundamental. Que isto é uma notável conquista é observação incontroversa.

Para atender, então, à demanda de ensino que a lei passou a gerar, várias instituições, tanto universidades como institutos, começaram a investir na formação de professores(as) de espanhol por todo o país, por meio de novos ou ampliados cursos de licenciatura, presenciais e a distância. Tem sido um trabalho árduo, que muitas vezes topa com a omissão dos sistemas de ensino em cumprir integralmente a legislação, mas que também tem dado bons frutos, que nos motivam a persistir, convictos(as) da contribuição da aprendizagem do espanhol em uma sociedade brasileira que esteja cada vez mais integrada a sua vizinhança hispânica.

São, igualmente, de amplo conhecimento dos(as) professores(as) de espanhol as falhas do ensino secundário brasileiro. É unânime o parecer de que a Educação Básica demanda reformas, especialmente o Ensino Médio. Contudo, qualquer mudança que não resulte de consenso após amplo debate com a participação de todos(as) os(as) envolvidos(as) carece de legitimidade. O debate é, afinal, a base da democracia.

Diante de tudo isto, a APELE-RN manifesta repúdio à MP nº 746/2016, que, além de ser um ato autocrático, contrário à própria natureza de uma medida provisória, lança o estudo do espanhol na Educação Básica ao vazio legal anterior à Lei nº 11.161/2005, vazio que é, precisamente, a causa de o espanhol ter sido preterido durante décadas no Brasil. Portanto, um enorme retrocesso.

A APELE-RN conclama, ainda, todos(as) os(as) professores(as) e estudantes de espanhol no Rio Grande do Norte, especialmente os(as) seus(suas) sócios(as), a construir uma pauta de resistência à referida MP e reversão de seus prejuízos, junto ao Congresso Nacional.

1-10 of 19

Comments